Para responder esta pergunta irei fazer uma correlação com a culinária para não ficarmos somente presos ao cimento e ao concreto. Então imagine que você queira fazer um bolo de cenoura bem bonito e caprichado para servir de lanche para uns convidados. Lembrando que você tem aquela receita da sua avó em mãos que por sinal considera a melhor receita de bolo de cenoura. Porém, depois de pronto você descobre que o bolo não irá atender a necessidade de todos os convidados, pois terão alguns convidados que não podem comer açúcar, pois são diabéticos, outros estão de regime e outros ainda são saudáveis e não comem açúcar. Sendo assim, será preciso retirar o açúcar do bolo já pronto e substituir por um outro ingrediente que consiga atender à necessidade desta minoria, quando se tratava da época da sua avó, e que pelo atual contexto já se tornou bastante representativo. Como você imagina que ficaria o bolo no final das contas? Porém, se o ingrediente for uma cobertura de chocolate (pode engolir a saliva) somente para aqueles que quiserem podemos oferecer este ingrediente a parte separadamente e seria bem simples de implementar esta solução.
Pois bem, imagino que você já conseguiu responder à pergunta em questão. Sendo que para aquele que ainda tem dúvida segue a minha conclusão. Sem sombra de dúvida se a acessibilidade puder constar como um dos ingredientes na receita do projeto tudo ficará mais tranquilo de se resolver. Eu considero a receita como sendo a fase inicial o estudo preliminar, ou seja, desde a concepção onde acontece a mistura das ideias propriamente dito. Pois a partir do momento em que a massa estiver pronta e for preciso alterar a estrutura do bolo ele não mais passará a ser harmônico e a compor uma estética que preza também pela beleza. Quando o ingrediente ou a solução for uma cobertura e que possa ser oferecida a parte, na maioria das vezes poderá ser considerada como uma tecnologia assistiva, ou melhor, um item dentro do projeto para resolver o problema pontual de algumas pessoas.